sexta-feira, 18 de maio de 2018

Qual o melhor Ômega 3 para Grávidas?


O ômega 3 é um dos suplementos mais vendido nas farmácias do Brasil e a maioria dos consumidores não sabem a diferença de EPA (ácidos eicosapenta­enoico) e DHA (docosahexaenoico) e quais benefícios estes ácidos graxos trazem para saúde. Por isso é preciso estar informado e prestar atenção nos rótulos para adquirir um suplemento de qualidade e que possa trazer resultado no tratamento e prevenção das doenças.

O ômega 3 é um conjunto de gorduras formado por EPA e o DHA e são do tipo ácidos graxos poli-insaturados. São encontrados em maior quantidade em alimentos como peixes, frutos do mar e óleo de peixe. Também são vendidos como suplementos nutracêuticos nas farmácias.  


O DHA e EPA são boas fontes de gorduras que trazem diversos benefícios à saúde. Como não produzidos nem o EPA nem o DHA, é necessário consumi-los através da alimentação ou verificar a necessidade de suplementação.

Ação do DHA e EPA no Organismo

O EPA tem ação anti-inflamatória, atua na produção de substâncias anti-inflamatórias chamadas chamadas de prosta­glandinas E3. Seus principais benefícios estão relacionados à saúde cardiovascular e problemas circulatórios e também pode impedir que as plaquetas se unam formando trombos (coágulos) que podem causar trombose e derrame cerebral (AVC). Além disso, o EPA pode ser usado por pessoas que apresentam sintomas ou doenças de caráter inflamatório, como celulite, obesidade e artrite reumatoide.

Já o DHA por ser composto de gordura é um ótimo alimento para o cérebro. Dentre seus benefícios, o que se destaca está relacionado à melhora dos processos cognitivos, como o funcionamento da memória e o correto funcionamento dos neurônios, atuando de forma neuro protetora.

O DHA contém propriedade antioxidante e está envolvido com diversos processos cognitivos, além da correta sinalização entre os neurônios. Há estudos que afirmam que o DHA pode impedir a formação de substâncias deletérias para o cérebro e aumentar a produção de substâncias anti-inflamatórias e neuro protetoras, tendo efeito protetor contra doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. O DHA também tem papel importante no desenvolvimento fetal, além de fazer parte da retina dos olhos.

Qual a melhor opção: EPA + DHA ou somente DHA?

Para a saúde em geral, recomenda-se uma suplementação que contenha 3 partes de EPA para cada 2 partes de DHA, por exemplo, para cada 300mg de EPA, 200mg de DHA. Tal proporção reproduz a quantidade de EPA e DHA encontrada naturalmente nos peixes oleosos de águas frias e profundas.

No entanto, dependendo do objetivo, suas proporções podem variar. Quando há a necessidade de uma ação anti-inflama­tória geral potencializada, o recomendado é uma maior proporção de EPA, e, quando se deseja ação mais direcionada ao cérebro e aos olhos, maiores quantidades de DHA são recomendadas. Por exemplo:

- Para prevenção e tratamento de reumatismo e inflamações e dores no corpo; melhor escolher o suplemento com maior quantidade de EPA.

- Para prevenção de Alzheimer e perca de memória escolher o suplemento de ômega 3 com maior quantidade de DHA.

- Para gestante, a melhor suplementação é com ômega 3 com maior quantidade de DHA para o desenvolvimento fetal.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Nunca tome estes Chás com Medicamentos

A automedicação está cada vez mais presente no dia-a-dia do brasileiro e a maioria das informações fornecidas é de leigos na área da saúde que levam a prática indiscriminada de qualquer produto como medicamentos e plantas medicinais.

A utilização de chás é cultural no Brasil, tomam chá para tudo, desde um resfriado até pressão alta. Porém utilizar plantas medicinais sem o devido conhecimento pode causar uma série de problemas para saúde como intoxicação e até câncer.

Muitas plantas medicinais podem conter além dos princípios ativos benéficos ao organismo, substancias tóxicas. A falta de conhecimento às condições de cultivo da planta, a correta identificação, o modo de usar e os efeitos adversos é o suficiente para levar a um quadro de intoxicação.

Veja alguns exemplos de plantas que ingeridas com medicamentos tem efeito tóxico


Alcachofra

A alcachofra é muito utilizada para melhorar a digestão e diminuir o colesterol. Mas quando utilizada com diuréticos (furosemida, clortalidona, hidroclorotiazida, indapamida) pode causar pressão baixa, perca de potássio e diminuir o volume sanguíneo.

Alho

O alho é utilizado no tratamento de colesterol alto e pressão alta. Quando utilizado com anticoagulantes como a varfarina causa sangramento. Para quem usa insulina e glipizida, se utilizar com alho pode levar a baixa de glicose no sangue causando hipoglicemia. O alho também não pode ser utilizado por pacientes que tomam medicamentos para tireóide, uma vez que suplementos contendo alho podem afetar a tireóide.

Boldo

O boldo é muito usado para melhorar a digestão, porém a boldina presente no boldo pode causar inibição plaquetária e sangramentos, por isso não deve ser utilizado com anticoagulantes.

Camomila

Planta muito utilizada para aliviar cólicas, inflamações, má digestão e insônia, mas se consumida com varfarina aumenta o risco de sangramento. Com fenobarbital e sedativos pode aumentar a ação depressora do sistema nervoso central. O chá de camomila se utilizado constantemente pode causar anemia, pois reduz a absorção de ferro ingerido através dos alimentos ou medicamentos.

Cáscara Sagrada

A cáscara sangrada é utilizada para melhorar a prisão de ventre. Usar com hidroclorotiazida ocasiona a perca de potássio, desidratação, diarréia e aumento da pressão sanguínea.

Castanha da Índia

Planta muito usada no tratamento de varizes, dores nas pernas e hemorroidas. Deve ser usado com cautela, pois pode causar sangramentos se utilizada com AAS, varfarina, heparina, clopidogrel e anti-inflamatórios como ibuprofeno e naproxeno. 


Quem utilizada insulina e medicamentos para diabetes deve ter cuidado, pois a castanha da índia pode aumentar o efeito destes medicamentos. A castanha da índia altera o efeito de medicamentos como omeprazol, podendo irritar o estômago. Evite o uso com sene, pois aumenta o efeito laxativo.

Cimicífuga

Muito utilizada no tratamento da menopausa, a cimicífuga pode desencadear interação com estrógenos e contraceptivos orais suprimindo a secreção de LH. Esta planta também pode aumentar o efeito dos anti-hipertensivos causando pressão baixa.

Equinácea

Planta muito utilizada no tratamento de resfriados e infecções urinárias, a equinácea se usada por mais de 2 meses pode causar danos no fígado. Não deve ser utilizado juntamente com anabolizantes, metotrexato, cetoconazol e amiodarona, pois ocasionar intoxicação no fígado.

Erva-cidreira

A erva-cidreira é muito conhecida como calmante, sedativo e antiespasmódico, porém deve ter cuidado se utilizada com antidepressivos e medicamentos para tireóide como a levotiroxina.

Erva de São João

Utilizada no tratamento de depressão, a erva de são joão pode diminuir a absorção de ferro, diminuir o efeito dos anticoncepcionais e ocasionar sangramentos.

Interage com omeprazol, lansoprazol e piroxicam aumentando a fotossensibilidade. Drogas que a Erva de São João aumenta o efeito potencializando as reações adversas são: omeprazol, cafeína, carbamazepina, midazolam, sinvastatina, amitriptilina, varfarina.

Erva-doce

Muito utilizada para combater cólicas abdominais, a erva-doce se utilizada com clonazepam, nitrazepam ou outras drogas hipnóticas poderá prolongar o efeito sedativo.

Eucalipto

O eucalipto tem efeito anti-séptico e expectorante, mas se utilizado junto com outros medicamentos pode diminuir a ação. Se utilizada com clonazapem, fenobarbital e álcool altera o raciocino e o sistema nervoso. Em pacientes diabéticos pode causar diminuição da glicose no sangue.

Gengibre

Usado para combater gripes, resfriados e náuseas, o gengibre estimula a produção de ácido clorídrico estomacal diminuindo o efeito de alguns medicamentos como ranitidina e lansoprazol. Se o gengibre for ingerido com AAS, varfarina, clopidogrel, ibuprofeno e naproxeno pode aumentar o risco de sangramento. Também pode atrapalhar o efeito de medicamentos como propranolol, atenolol, metropolol.

Ginkgo biloba

O Ginkgo biloba é um dos fitoterápicos mais utilizados no tratamento de vertigens, zumbidos e circulação. Porém se usado com AAS, clopidogrel, varfarina e antiinflamatórios como naproxeno e ibuprofeno pode aumentar o risco de sangramento. 

O Ginkgo biloba também pode interagir com alho, vitamina E. Se usado com fenitoína pode causar dor de cabeça, tremores e surtos. O uso com sertralina pode desencadear aumento dos batimentos cardíacos e agitação.

Doses elevadas de Ginkgo biloba pode reduzir a fertilidade em homens e mulheres.

Ginseng

O Ginseng é muito utilizado no combate a fadiga física e mental. Se utilizado com varfarina, clopidogrel , AAS, ibuprofeno e naproxeno aumenta o risco de sangramento. Em diabéticos o ginseng diminui a glicose no sangue causando hipoglicemia. 

Outro efeito colateral do ginseng é desencadear efeitos estrogênicos causando sensibilidade nas mamas, alterar o período da menstruação, sangramentos vaginais, em homens pode aumentar o tamanho das mamas e diminuir a ereção.

O ginseng não deve ser usado se estiver tomando antidepressivo pois pode causar tremores, dor de cabeça e insônia. Para hipertensos o uso do ginseng não é recomendado pois altera a pressão sanguínea e diminui o efeito de medicamentos como nifedipino, anlodipino, atenolol, metropolol.

Guaco

O guaco tem efeito expectorante e broncodilatador. Esta planta já tem efeito benéfico se utilizado com antibióticos.

Guaraná


Muito utilizado como estimulante, o guaraná aumenta o efeito de analgésicos e se for utilizado com anticoagulantes pode causar sangramentos.

Hortelã

A hortelã muito usado como expectorante, pode diminuir a absorção de ferro, aumenta o efeito da sinvastatina, camomila, alcaçuz, equinácea e vários medicamentos por alterar o sistema enzimático hepático citocromo p450.

Kava-kava

O kava-kava é indicado para tratar ansiedade, insônia e tensão nervosa. Porém o Kava-kava tem alta toxicidade hepática, não sendo recomendado o uso por mais de 3 meses. Se utilizada com amiodarona, metotrexato, paracetamol e antifúngicos como o cetoconazol pode causar sérios danos no fígado.

O uso de Kava-kava com álcool, fenobarbital, clonazepam, bromazepam pode potencializar o efeito destes medicamentos

Maracujá

Um dos calmantes mais utilizados hoje em dia, tem como principio ativo a passiflora. O maracujá pode aumentar o efeito de hipnóticos e ansiolíticos como alprazolam. O uso do maracujá com álcool, lorazepam, diazepam, fenobarbital, codeína e antidepressivos aumenta a intensidade da sonolência.

Outro problema é o uso do maracujá junto com AAS, varfarina, nimesulida, ibuprofeno e naproxeno, pois pode causar sangramento.

Salgueiro

O salgueiro, Salix Alba é um antiinflamatório e analgésico, porém o uso com paracetamol e AAS não é recomendado, pois pode causar danos nos rins.

Sene

Um dos laxantes mais utilizados, o uso de sene pode atrapalhar a absorção de medicamentos por aumentar o transito intestinal, um exemplo é os anticoncepcionais que tem eficacia diminuída, podendo levar a uma gravidez indesejada. Outro problema é a perca de potássio causado pelo uso de sene que é piorado se utilizado com diuréticos como furosemida e hidroclorotiazida, que pode levar hipocalemia.

Saw palmeto

Usado no tratamento da próstata, o Saw palmeto não deve ser utilizado com finasterida, pois afeta os hormônios sexuais masculinos. Também pode aumentar o risco de sangramento se utilizado com AAS, varfarina e antiinflamatórios.

Tanaceto


Usado para tratar a enxaqueca, o Tanaceto apresenta atividade anticoagulante e se usado com AAS, varfarina , clopidogrel e antiinflamatórios pode aumentar o risco de sangramento.

Uva-ursi

Utilizado no tratamento de infecção urinária, a uva-ursi não pode ser consumida com alimentos e medicamentos que acidificam a urina.

Valeriana


A Valeriana é um planta muito utilizada no tratamento da insônia, tem efeito calmante e sedativo. Porém deve ter precaução se utilizada com clonazepam, bromazepam, alprazolam, fenobarbital, antidepressivos, álcool e anestésicos, pois aumenta o tempo de sedação. E com medicamentos que utiliza o metabolismo hepático, a valeriana pode interagir atrapalhando a ação destes medicamentos.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Temperos Naturais que substitui o Sal de Cozinha


O sal é um dos vilões da atualidade e tem causado sérios problemas de saúde, dentre eles a pressão alta - hipertensão - e danos renais. É difícil combater este problema, isso porque desde sempre nós nos acostumamos a comer tudo temperado com o sal de cozinha.

O que torna o sal um grande vilão é que ele é a principal fonte de sódio que consumimos, podendo causar aumento da pressão arterial levando a problemas mais sérios de saúde, como a hipertensão e sobrecarregar os rins.

Uma das formas de manter o sal longe do prato ou pelo menos diminuir as quantidades dele nas receitas pode ser mais fácil do que você imagina. A substituição do mineral por outros temperos naturais dá novo gostinho às preparações e ainda por cima promove uma onda de boa saúde.

Os temperos naturais ou condimentos melhoram o sabor, aroma e aparência dos alimentos preparados, confira abaixo alguns temperos que te ajudam a se manter longe do sal.


Alho e Cebola


O alho contribui para a diminuição da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol. Já a cebola inibe a ação de algumas bactérias e fungos prejudiciais ao nosso organismo e diminui os riscos de trombose e aterosclerose. Estes temperos também ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado.

Sálvia



A Sálvia é uma erva usada como condimento e como planta medicinal por sua ação anti-inflamatória e por ser estimulante da digestão. É indicada nos casos de falta de apetite, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite. A sálvia pode ser usada tanto em pó como as folhas inteiras e fica ótima com massas e aves.

Manjericão





O Manjericão além de muito gostoso, é amigo do sistema cardiovascular e acalma os espasmos da digestão. Quando utilizado em grandes quantidades, é um ótimo fortificante e antigripal.

Alecrim




O Alecrim é uma planta que confere um gostinho leve e especial quando usada na preparação de carnes vermelhas ou peixes. No arroz e em sopas é uma boa pedida também, perfumando o prato e a cozinha. O alecrim combate o vírus da gripe e previne doenças dos rins, da retina e da catarata.

Salsa




A salsinha seja ela desidratada ou em folhas frescas, confere aos pratos um sabor leve e agradável, além é claro, de também ser uma aliada do nosso organismo, pois a salsa combate doenças do coração e dos rins.

Pimentas




A pimenta é muito mais do que um sabor afrodisíaco. O sabor ardido é por causa da capsaicina, substância antioxidante de ação curativa. Além de prevenir alguns tipos de câncer e de reduzir o colesterol ruim (LDL) do sangue, a pimenta também acelera o metabolismo e, por isso, auxilia no emagrecimento.

Coentro




As folhas e as sementes do coentro são ricas em ferro e vitamina C, alivia indigestão e tem poder calmante.

Estragão




As folhinhas do estragão são parecidas com erva-doce. Experimentar estragão vai garantir um sabor novo, levemente adocicado, à comida, além de aliviar a cólica menstrual e auxiliar na digestão.

Hortelã e Menta




Estas duas plantinhas são na verdade parte de um mesmo gênero, a Mentha. Os sabores são muito parecidos e, por isso, ambos caem muito bem como complemento de peixes, carnes e molhos. Além de refrescantes, essas plantinhas são ótimas para a digestão e proporcionam alívio para crises de bronquite, cólica estomacal e intestinal, dores, gripes e tosses.

Louro




Caldinhos de feijão, sopa de legumes e carnes recheadas ficam com um sabor todo especial quando acrescentamos duas ou três folhinhas de louro. Além de perfumar, os chás das folhas de louro proporcionam alívio contra gases.

Orégano




As folhas de orégano fresco dão ainda mais aroma ao prato e por ter propriedades antioxidante ajuda a prevenir o câncer.

Tomilho




Esta erva é muito versátil porque pode ser usada em praticamente tudo na cozinha. Sem contar que é bom para aliviar distúrbios intestinais e prevenir inflamações. Além de muito saborosa, a plantinha é também muito bonita com suas folhas verdes em formato de coração e pequenas florzinhas.

Açafrão




Além de proporcionar um sabor agradável, deixa o prato mais colorido, com tom amarelado. Muito usado na culinária Mediterrânea, o condimento tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatória que melhoram a digestão.

Gengibre




Muito usado pelos japoneses, o gengibre com seu sabor picante e adocicado, pode ser usado tanto em doces como salgados, além de ser bom acompanhamento para sucos e sopas. O gengibre tem propriedades que combatem a dor de cabeça, o enjoo e as náuseas. Por ser também um alimento termogênico, o gengibre aumenta a temperatura do corpo, obrigando o organismo a gastar mais energia.


sábado, 11 de novembro de 2017

Engordou? Veja os Medicamentos que causam Aumento de Peso



Corticoides, pílulas anticoncepcionais, antidepressivos, ansiolíticos e algumas substâncias usadas no combate aos sintomas da menopausa são uma das principais drogas que podem facilitar o ganho excessivo de peso.

Muitas pessoas queixam-se de ganhar peso e geralmente isso acontece devido à retenção de líquido, lentidão no metabolismo ou aumento no apetite causado pelos próprios medicamentos. Desta forma é aconselhado ao paciente pedir ao médico a substituição de um medicamento que gere aumento de peso por outro que não tenha esse efeito, sempre que possível.

Controlar mais de perto a dieta e priorizar a realização de atividades físicas são as melhores formas de combater o problema, pois o principal motivo de ganho de peso sempre é o comer mais.


Medicamentos que podem gerar ganho de peso

Antidepressivos tricíclicos


Medicamentos como a amitriptilina e nortriptilina causam aumento de apetite e, por consequência, ganho de peso que pode significar em até 2,5 kg a mais por mês, porém com uma dieta regrada e exercícios físicos regulares o ganho de peso pode ser controlado.

Leia aqui: Quanto tempo demora para que os Antidepressivos faça efeito?

Anti-histamínicos 


Os mais usados são cetirizina ou fexofenadina (allegra), dexclorfeniramina (histamim).

Os anti-histamínicos são componentes de muitas medicações anti-alérgicas. Alguns antidepressivos têm efeito anti-histamínico e podem aumentar a fome.

Medicações anti-psicóticas da classe dos anti-psicóticos atípicos

Olanzapina, quetiapina - usada para esquizofrenia e transtorno bipolar, e risperidona – usada no tratamento do transtorno bipolar, psicose e transtorno obsessivo compulsivo.

Esses medicamentos ocasionam aumento de resistência insulínica podendo levar ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, podem provocar algumas alterações em nível celular, alterando o metabolismo da glicose.

Os antipsicóticos (usados no tratamento da esquizofrenia), os antiepiléticos e a cinarizina (indicada para casos de labirintite) também aumentam o apetite. Esses medicamentos interferem na ingestão alimentar, quer por aumentar a fome ou por diminuir a saciedade.

Anti-hipertensivos beta-bloqueadores


Atenolol, metoprolol (selozok), eles aumentam a sensação de fadiga, contribuindo para a inatividade física e redução do gasto energético.

Corticoides

Os corticoides mais conhecidos são dexametasona, betametasona, prednisona, beclometasona.

Esses medicamentos aumentam a retenção hídrica (incham) e geram resistência insulínica (aumentam a glicose no sangue). Além disso, são estimuladores do apetite e podem reduzir a taxa metabólica.

O corticoide estimula o aumento do tecido gorduroso e a redução da massa muscular, mas isto depende diretamente de uma série de fatores como pré-disposição genética e dose do medicamento ingerido.

Com doses altas de corticoide por um tempo prolongado podem causar ganho até 20 quilos em um ano, pois a cortisona piora o funcionamento do hormônio insulina. A sensação é de um descontrole de fome. Isso só acontece quando o uso é crônico, por mais de um mês. Em quem toma esporadicamente, não acontece nada.

Leia aqui: Uso Prolongado de Corticoides pode causar Diabetes e Hipertensão

Medicamentos para o controle do diabetes


As drogas da classe das sulfoniluréias: glibenclamida, glicazida e glimepirida, aumentam os níveis de insulina no sangue, ocasionando aumento de apetite e acúmulo de gordura. O uso de insulina também está associado ao aumento de peso.

Outros medicamentos da classe das glitazonas – pioglitazona e rosiglitazona – geram retenção hídrica e aumentam o processo de diferenciação das células de estoque de gordura.

Estabilizadores de humor

Medicamentos como ácido valpróico e o carbonato de lítio causam aumento de apetite e, portanto, ganho de peso. O carbonato de lítio costumam aumentar muito a fome.

Anticoncepcionais


Anticoncepcionais de dosagens mais altas, (1º geração) são associados ao ganho de peso por retenção hídrica.

Os anticoncepcionais a base de estrógeno levam ao aumento de peso por retenção de líquidos. O estrógeno pode, eventualmente, alterar o metabolismo, deixando a pessoa um pouco menos saciada e com sensação de estômago vazio. Prefira os anticoncepcionais que contêm progesterona.

Leia aqui: Anticoncepcionais - Qual devo Usar?

Dicas

Como vários medicamentos podem causar o ganho de peso é interessante o paciente ao sentir os efeitos indesejados pedir o médico a substituição de um medicamento que gere aumento de peso por outro que não tenha esse efeito, sempre que possível.

Porém se o uso do medicamento for inevitável, o mais importante é controlar a dieta mais de perto e de forma mais rígida e praticar exercício físico, que nesses casos é fundamental para manter o peso.

Leia aqui: Principais Interações entre Medicamentos

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Orégano é indicado para tratar o câncer de próstata



O orégano é uma erva perfumada, perene resistente, espessa e membro da família da hortelã (Lamiaceae). É muito usada para temperar massas e pratos de carne, de sabor agradável tem fama na cozinha, mas para uso na área da saúde de acordo com pesquisa realizada na Universidade de Long Island, e apresentada no congresso ‘Biologia Experimental 2012, nos Estados Unidos, o orégano é indicado para tratar o câncer de próstata.

De acordo com os pesquisadores, o carvacrol, substância presente na folha, interage com o tumor, levando as células cancerosas ao suicídio, fato também conhecido como apoptose, que nada mais é do que a morte programada da célula.

Já faz um tempo que a pizza vinha sendo relacionada à diminuição do risco de desenvolvimento de câncer, mas os cientistas acreditavam que a substância estivesse no tomate.

Agora, conclui-se que o orégano, já reconhecido por suas propriedades anti-inflamatória e anti-bacterial, já tem grande participação nesse processo.

Caso tal pesquisa, ainda em fase preliminar, confirme os efeitos contra essa terrível doença, a erva será grande aliada da Medicina, afinal, não tem efeitos colaterais que mereçam atenção.

Substâncias Medicinais presente no Orégano


O orégano é rico em fenóis, que são compostos fitoquímicos naturais com efeitos antioxidantes benéficos. Os dois fenóis mais abundantes são:

- Timol — um fungicida natural com propriedades antissépticas. Ele ajuda a melhorar o seu sistema imunológico, funciona como um escudo contra toxinas, e até mesmo ajuda a prevenir danos nos tecidos e incentiva a cura.

- Carvacrol — identificado como sendo eficaz contra várias infecções bacterianas, tais como Candida albicans, staphylococcus, E. coli,campylobacter, salmonela, klebsiella,mofo de aspergillus, giárdia,pseudomonas e listeria.

Outros compostos saudáveis presentes no orégano:

- Terpenos — conhecidos por suas poderosas propriedades antibacterianas.

- Ácido rosmarínico — um antioxidante que impede os danos dos radicais livres e que tem se revelado promissor no tratamento da asma alérgica e prevenção do câncer e aterosclerose. Ele também funciona como um anti-histamínico natural que ajuda a reduzir o acúmulo de líquido e inchaço causado por ataques de alergia.

- Naringina — inibe o crescimento de células cancerosas e ajuda a reforçar os antioxidantes no óleo de orégano.

- Beta-cariofilena (E-BCP) — esta substância inibe a inflamação e é também benéfica para doenças incluindo osteoporose e arteriosclerose, bem como a síndrome metabólica.

- Nutrientes como as vitaminas A, C e E, cálcio, magnésio, zinco, ferro, potássio, manganês, cobre, boro e niacina também são encontrados no orégano.

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